09/08/2007

Comprando com o dedão tem início no Japão.

Os japoneses estão dispostos a jogar fora seus cartões de crédito, carteiras e senhas: em breve poderão fazer suas compras com uma simples impressão digital, graças à próspera tecnologia biométrica.A partir de setembro, cerca de 200 funcionários do grupo japonês Hitachi vão colocar à prova um novo sistema em que já não são mais necessários os cartões de crédito, cédulas ou cheques. O novo método conta com a colaboração de várias lojas e da financeira JCB.No caixa, os funcionários vão especificar que desejam pagar através de sua conta JCB e, com isso, devem passar o dedo sobre um leitor que captará a imagem do sistema vascular através de um raio luminoso direto.Segundo a Hitachi, como a estrutura dos vasos capilares do dedo é única e não se modifica com o tempo, é impossível reproduzi-la artificialmente.Os dados biométricos do comprador, transmitidos por via informática, serão comparados no ato com o registro da JCB e as referências bancárias do cliente. Assim como uma compra normal paga com cartão de crédito, o valor será automaticamente descontado ao final do mês da conta corrente.No caso de a impressão digital não corresponder aos dados da entidade, a transação não poderá ser feita."É rápido, prático e seguro", resume Hitachi.A experiência feita com os funcionários da Hitachi, a primeira do tipo no Japão, tem como objetivo elaborar um modelo técnico e econômico viável antes do lançamento comercial do sistema nos próximos meses.A biometria já é um sistema muito utilizado no Japão, em particular nas empresas e hospitais que usam a tecnologia para controlar o acesso e as conexões em rede dos seus funcionários.Muitos bancos japoneses já começaram a usar instrumentos biométricos para identificar seus clientes que realizam operações de pagamentos ou transferências de dinheiro nos caixas automáticos."O uso crescente de meios de pagamento imateriais obriga aos organismos financeiros a reforçarem seus sistemas de segurança, recorrendo a técnicas de identificação de características humanas infalsificáveis", explica Hitachi.Os bancos japoneses optaram pelo reconhecimento do sistema vascular do dedo sugerido pela Hitachi e pelo das veias das mãos proposta pela Fujitsu. Ambos os métodos são procedimentos seguros e sem contato direto, o que garante a higiene e supõe uma economia nos custos de manutenção.O mesmo caminho seguiu, por exemplo, o restaurante "Hanamaru Udon", de Tóquio. O estabelecimento oferece desconto aos seus clientes habituais se eles concordarem em registrar seus dados biométricos. Com isso, a cobrança direta das refeições se faz pela conta bancária.Assim, a impressão digital, a imagem das veias ou da íris se somam aos caixas eletrônicos, aos celulares e demais tecnologias, cujos usos cada vez mais comuns no Japão, não requerem contato direto do comprador com os meios tradicionais de pagamento.

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