
Briga de cachorro grande no bilionário mercado de celulares: a Google, a empresa do famosíssimo site de buscas na internet, lançará seu telefone móvel no mercado. Seguirá os passos da Apple, outra gigante do setor de tecnologia que lançou o iPhone há pouco mais de dois meses. Para quem ainda não sabe, o iPhone é um poderoso e bonito celular que toca música, vídeo, exibe fotos – é quase um computador de bolso.
notícia ainda não é confirmada pela Google, que tem sede em Mountain View (Califórnia) e escritórios em São Paulo e Belo Horizonte. Mas ninguém no setor duvida mais da nova empreitada: nos últimos dias, os blogs e sites de tecnologia mais famosos do mundo falam da nova aposta, alguns até com detalhes. A expectativa é de que o anúncio oficial saia nos próximos dias. O blog Engadget, famoso pelas notas exclusivas que já o tornaram referência entre executivos do setor, lembra o lançamento de um produto baseado no sistema operacional linux (concorrente gratuito do windows, da Microsoft). Fala até em preço: US$ 100. Como ocorre com o iPhone, o consumidor teria muito mais do que um celular, mas um dispositivo capaz de, além das funções multimídia (música, vídeo, fotografias), acessar a internet.Esta última função é que daria o diferencial ao gPhone, como já foi batizado o projeto, a ponto de transformá-lo num campeão de vendas. Ninguém melhor que a própria empresa para aproveitar os recursos do Google. Nesse caso, o celular já estaria pronto para as funções de editor de texto (através do GoogleDocs) e e-mail (via gMail), para citar apenas os dois exemplos mais bem sucedidos da empresa.As especulações não param aí: a Google já teria conversado com a Samsung e outros fornecedores. A idéia é terceirizar a fabricação dos aparelhos. Sobraria para a empresa americana o que ela faz melhor, ou seja, desenvolver o software do celular e carimbar o dispositivo com a marca Google. O gPhone teria também GPS (sistema de posicionamento global por satélite, na sigla em inglês) embutido e já incorporaria o GoogleMaps e o GoogleEarth (programas que mostram ao usuário mapas e imagens de satélite de quase todo o mundo).Mas a maior cartada viria do custo do serviço vinculado ao gPhone. Segundo o jornal americano The Wall Street Journal, a assinatura seria gratuita. A Google compensaria a perda dessa receita vendendo anúncios nos serviços de busca, e-mail e no navegador de internet – basta saber se o comprador toparia a convivência com propaganda entre suas conversas ao telefone. As experiências já feitas nesse sentido em todo o mundo não deram certo.Já outro blog famoso, o CrunchGear, diz que o novo celular terá o GoogleTalk, um software que permite aos usuários conversarem entre si, por texto ou por voz, e que é concorrente do famoso MSN, da Microsoft. Até aí nada demais, afinal é de imaginar que um telefone móvel com a marca Google irá incorporar esse serviço. A questão principal é que usar o GoogleTalk significa abrir espaço para as chamadas ligações VoIP (sigla em inglês para voz sobre protocolo de internet, que transmite as ligações pela rede). Detalhe: elas são gratuitas, desde que haja sinal de internet captada pelo celular. Na prática, alguém com internet banda larga em casa poderia fazer ligações pelo gPhone em sua residência sem qualquer custo adicional. Fora da casa, o usuário também falaria gratuitamente desde que exista uma rede wifi no local – o wifi permite acesso sem fio à internet dentro de uma área específica. Nos Estados Unidos, já é difícil encontrar uma região sem wifi. No Brasil, o serviço ainda é exceção, mas está progredindo – a Prefeitura de Belo Horizonte, por exemplo, já tem estudos avançados para uma rede wifi que cobriria quase toda a cidade.Recentemente, a Google anunciou que participará em janeiro de um leilão de bandas abertas nos EUA. Quem der o melhor lance vai poder criar uma rede de telefonia móvel acessível para qualquer aparelho. Pista maior sobre a iminência do gPhone não poderia existir.
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