12/02/2008

Mercado busca profissionais em TI

“Menino, pára de jogar e usa isso para alguma coisa que dê dinheiro“, reclamava o pai de Cléber e Claydony Moraes, vendo os filhos gêmeos no computador. Eles não pararam de jogar, mas seguiram parte do conselho e aos 16 anos passaram a fazer serviços de informática. Hoje, aos 25, são donos de uma empresa de tecnologia da informação.
A área da Tecnologia da informação, ou TI, organiza, resolve problemas e melhora o desempenho de atividades realizadas através do computador – tudo, praticamente. “Basta um computador na mão e uma idéia na cabeça“, resume Cléber.
Além da opção de ser tornar seu próprio chefe, não faltam vagas para empregos comuns. Mas se contentar com a faculdade e não buscar conhecimento extra pode fechar as portas do mercado ainda na graduação.
A empresa de estágio CIEE por exemplo, oferece de 60 a 70 vagas por mês. Apesar de ter 1.755 inscritos em informática, nem todas as vagas são preenchidas.
Segundo Alessandro Salvatore, gerente regional do CIEE, isso acontece porque as empresas exigem mais do que as faculdades ensinam. “É mais fácil arranjar vagas após cursos de especialização. Além disso, inglês é essencial e nem todos sabem“.
Qualificação – Apesar dos professores e empresários apontarem a TI como a profissão do futuro, ela não tem pago muito bem no presente. Na Bahia, o ganho médio varia entre R$ 800 a R$ 2.500, enquanto no sudeste pode chegar a R$ 5 mil.
A remuneração é proporcional ao valor agregado do produto. “Como a maioria das empresas baianas trabalham com softwares simples, como os de contabilidade, não podem cobrar muito“, diz o professor Cláudio Amorim, do curso de sistema da informação da Universidade do Estado da Bahia.
O diferencial aumenta os ganhos. Cléber e Claydony criaram um programa que automatiza as fichas dos alunos de academias. Já têm mais de 50 clientes e lucro maior que R$ 6 mil mensais. "Há informação em todo canto. Só fica pra trás quem quer".
Rafael Cal, 25, entendeu que na busca por conhecimento, o estágio é importante. Ele está no nono semestre de análise de sistemas na Uneb e estagia na empresa Jr da universidade. "Aprendi aqui muita coisa que não vi na sala”.
Leonardo Rosa, 28, dono de uma empresa da área, se graduou em informática na Ucsal e sentiu que o curso não foi o suficiente. Segundo ele, aprendeu mesmo no mercado.
Oportunidades – As principais provas de domínio de programas são as certificações, emitidas por empresas como Microsoft e Enterasys, após provas de conhecimento. As inscrições podem ser feitas pela internet. “Numa entrevista de emprego ou numa proposta de negócio, a certificação faz a diferença", alerta Leonardo.
Com a TV digital, a tendência é que se aumente a busca por profissionais de TI, diz o professor Cláudio. "Todo o conteúdo do aparelho é conseguido através de softwares, o que abrirá espaços para novas aplicações".
Leonardo chama atenção para a área de Voip, telefonia pela internet. "Ele oferece redução de custo para o usuário e confere mobilidade. Vale se especializar".

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